quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

Solidão estranha

Esse foi o primeiro Natal e Ano Novo que passei sozinha. Não por escolha, mas porque a vida, às vezes, empurra a gente para silêncios que não pedimos. As luzes estavam lá, as datas também, mas faltou o calor, o abraço, a sensação de pertencimento. Doeu mais do que eu esperava, e tudo bem admitir isso. Foi ruim, foi triste, foi pesado. Ainda assim, sobrevivi aos dias, às horas longas, às lembranças. Talvez esse vazio diga muito sobre o quanto sou capaz de sentir, de amar, de precisar. E mesmo que agora pareça apenas uma ferida aberta, pode ser também o começo de um cuidado novo comigo mesma, ainda que nasça devagar, em meio à solidão.